Um breve resumo da Filosofia de AGOSTINHO

AGOSTINHO (354-430) O filósofo nasceu na cidade de Tagaste e manifestou sua inteligência quando ainda era muito novo. Pelo seu grande interesse pelos estudos foi enviado pelo pai para estudar na cidade africana Castago, onde muito, entre seus inúmeros estudos se destaca: literatura, filosofia, arte e retórica.
A Filosofia agostiniana é estreitamente ligada a busca teológica
            Agostinho sempre teve no estudo filosófico um meio para se atingir a verdade. Foi contra o catolicismo, porém em 386, com 32 anos, se converte e depois de uma vida de festas e sexo se torna padre e futuramente um dos bispos mais respeitados pela sua elaboração intelectual e seus discursos eloqüentes e convincentes. Foi um orador notável que usou a retórica na defesa da verdade. 
            Creio para entender e entendo para crer – Elaborou a chamada Doutrina da Iluminação, onde diz que a Revelação Cristã deve iluminar o todo da razão humana. Fazendo ligação entre o que crê e o que é questionado, Agostinho defende que o homem só chega ao conhecimento das coisas mediante a iluminação (revelação) do Espírito Santo. 
            A Doutrina da Iluminação é a teoria do conhecimento para Agostinho. Deus sendo Supremo Bem, onisciente (conhecedor de todas as coisas) é a única fonte do saber. Pela Alma se conhece verdadeiramente a Deus e tudo que existe.
            Agostinho foi um filosofo muito influenciado por Platão. E como filosofo cristão ele cristianizou o pensamento platônico, mantendo o principio de dicotomia entre Corpo e Alma. Como para Platão havia o Mundo das Idéias e o Mundo Sensível, Agostinho diz que há a Cidade de Deus e a Cidade Terrestre, havendo entre essas duas dimensões os seres espirituais criados por Deus.
            Se Deus é o Sumo Bem o mal é o estado de afastamento do homem da obediência de Deus. Se entregando aos prazeres que são limitados e passageiros. Já a permanência em Deus significa a felicidade, pois é a posse do que é Imutável e onde contem a Essência.
            Ama e faz o que quiseres” – Para Agostinho a liberdade do homem consiste em uma ética harmônica. Deixando claro que aquele que escolhe por não permanecer em Deus troca o Amor Pleno pelo prazer passageiro.
            Para Agostinho a nossa percepção de  Tempo é basicamente dividida e três. Passado, presente e futuro. Passado é o que “não mais é...”; o presente é; e o futuro é uma expectativa de predestinação. Então o que pertence ao homem é apenas o presente.
            “Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em ti.” (Agotinho)

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