Questões respondidas sobre os Sofistas – Por Professor Ítalo Silva

1.     Na antiguidade, no contexto de florescer democrático grego, apareceu um grupo de filósofos chamados de sofistas. Qual o tipo de homem ideal desse período e qual era o tipo de homem ideal no período anterior?
R. O ideal de homem no período socrático é o homem orador, dado as configurações de política democrática e de relações comerciais o contexto pede um homem capaz de usar bem as palavras para ter a sua nobreza. Isso é o superar do idealizado pelo período anterior, chamado período pré-homérico, onde o ideal de homem era o da força física, ou seja, o homem guerreiro em uma sociedade aristocrática.  Os sofistas, enquanto mestres da retórica, vão ao encontro da formação argumentativa desse novo homem pulitizado e comerciante que encontra sentido para as coisas na efetiva atividade pública no bom uso da técnica da oratória. 

2.     2.Quais são os dois significados de sofistas?
R. Dois significados são apresentados quanto os sofistas. O primeiro refere-se ao significado da palavra que vem do grego sophós, quer dizer: sábios. O segundo é uma mutação de inversão da primeira que a crítica de Sócrates os apresentando como pseudos-sophós, isso é, falsos sábios.

3.     3.Caracterize os Sofistas.
R. Professores sábios viajantes que comercializavam a arte de ensinar; Ensinavam a retórica e qualquer coisa para que fossem contratados como prestação de serviço; Faziam defesas públicas de opiniões próprias ou relativas aos seus interesses; Inventores de palavras para expressão de ideias e argumentações; Elaboravam argumentações para a persuasão sem comprometimento com a veracidade dos fatos e/ou das coisas; Defendiam a verdade, a moral, a arte e o direitos dentro da subjetividade; Mestres da retórica e da oratória.

4.     4. Qual o sentido da arrogância filosófica atribuída aos sofistas?
R. Como os sofistas se diziam sábios em todas as ciências criavam uma identidade de arrogância e prepotência em suas defesas. Geravam debates provocativos tentando sobressair a própria interpretação sobre as coisas em ataque ao que fosse pensamento diferente.

5.     5. O que é a erística realizada pelos sofistas?
R. Erística era a forma que os sofistas faziam os debates em conotação de embates públicos buscando no ato encontrar vencedores e derrotados para o diálogo por meio da capacidade retórica e não necessariamente dialogavam para encontrar a verdade sobre o assunto debatido.   

6.     6. Explique a frase de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas.”
R. A frase de Protágoras representa a subjetividade na compreensão da realidade. Cada pessoa desenvolve a sua própria leitura das coisas e a validade e/ou invalidade epistemológica é relativamente variável por se tratar de uma sentença elaborada por cada sujeito.

7.  7. O que é a verdade para Górgias e qual é o sentido dele receber o título de pai dos céticos?
R. Para Górgias o ser não existe, se existisse não poderia ser conhecido e caso conhecido não poderia ser ensinado sobre ele. Ou seja, Górgias não acredita que há uma verdade e por isso é considerado um cético. O que consideram verdadeiro ou falso, segundo Górgias, é apenas o convencimento sobre alguma coisa advindo da retórica. Logo, a verdade enquanto uma ilusão da oratória é fruto da narrativa argumentativa e não faz parte do sujeito e nem do objeto.

8.    8. Na problemática entre Falso x Verdadeiro relate seu entendimento do relativismo sofista.

R. O relativismos sofistas trata tanto afirmações e negações de ideias e/ou fatos como uma perspectiva subjetiva, ou seja, a verdade é uma construção do sujeito e não um fato fixo revelado pelo objeto. Se a verdade não é objetiva o que se tem de verdadeiro e de falso são interpretações, crenças, opiniões e defesas de conveniências. Os filósofos clássicos, sobretudo Sócrates e Platão, vão condenar o relativismo sofista dizendo que o verdadeiro filosofo busca a verdade por amor ao saber enquanto os sofistas, na visão deles é um grupo de falsos filósofos, buscam a mera opinião conveniente. Essa problemática de leituras objetivas e subjetivas das coisas fizeram parte dos grandes debates filosóficos na História e ainda hoje é um tema bastante divergente.    

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