Qual é seu barrete preferido? De qual material? Você ainda usa barrete? Se não soubesse responder, talvez não conseguiu nem pensar sobre o que perguntei.
Simples assim. Wittgenstein já sabia disso. O filósofo tinha uma máxima famosa: "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo". E ele tinha razão. O nosso pensamento, a nossa compreensão da realidade, tudo isso é moldado pelas palavras que temos. Pelas palavras que aprendemos. Nós não conseguimos conceber nada que não consigamos nomear, de alguma forma articular.
Mas aqui vem o incômodo: quanto mais rico é o seu vocabulário, quanto mais precisa é a sua linguagem, MAIS o seu "mundo" se expande. Você entende relações novas, experiências novas, nuances que antes não via. Não é mágica. É matemática mesmo. Mais palavras? Mais realidade. Menos palavras? Menos realidade.
Então, se você quer falar bem, é preciso pensar expandido. E para pensar expandido você precisa de CONTEÚDO. De PALAVRAS novas. De sentidos novos. Porque uma palavra nova nunca vem sozinha, né? Ela traz consigo significados, perspectivas, contextos, intertextualidade, e se tiver sorte, novos afetos junto.
Agora, se sua linguagem é capenga, fraca, limitada, sua percepção sobre o mundo é igualmente limitada. É brutal mas é verdade. Na distopia de 1984, o Big Brother, vigiava e controlava exatamente isso: o dicionário. Porque quem acessa as palavras alcança compensação, pessoas... Mundos!
Então: quer expandir ou quer ficar desse tamanho? Conheça outras palavras... Procure hoje uma palavra que você não conhece. Depois outra. Depois outra. Cresça e se amadureça!
Para mais reflexões como essa, e saber em primeira mão sobre o lançamento do meu livro "Oratória e preparação de discursos"... me siga! Até a próxima.
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