Uma Lição de Discriminação

Ontem meu primo Élider DiPaula  postou um documentário com a descrição: “...Um pequeno documentário muito envolvente!...”. Fui chamado à atenção pelo nome do documentário (Uma Lição de Discriminação) e pela frase chamativa dele na postagem. Hoje ao final do dia, quando encontrei um tempo, fui conferir o documentário reproduzido no Brasil pela UNIVESP—TV. E a minha satisfação foi indescritível com o que vi. Sem dúvida, por base em experiências em sala de aula; memorando uma discente que hoje compartilhou sua historicidade (com marcas de discriminação sofrida no antigo colégio) e também por baseamentos na minha própria vida (também marcada por fortes discriminações na fase escolar) encontrei reflexões fabulosas.
Como resultado e reflexo inevitável da escola há a sociedade. Certamente a discriminação que sofremos no ambiente escolar tem a tendência veloz de ampliar-se no meio social provocando mente doentes capazes de cometer até mesmo crimes por frutos dessa intolerância ao diferente.    
                O documentário, “Uma Lição de Discriminação”, é um show fantástico de uma proposta audaciosa de intervenção pedagógica em uma classe primária. Para não ser injusto e contar a moral do filme eu vou apenas dizer de maneira panorâmica do que se trata. Claro também para provocar que outros façam a experiência de assistir e tirar suas próprias conclusões.
                O relato se passa na França com uma professora de primário, aparentemente muito jovem e de uma didática envolvente, que de forma planejada cria na atmosfera escolar uma divisão seu grupo de educando. Tal divisão resultaria em uma parcela composta de pessoas favorecidas na rotina da escola e em prática a professora vai cometendo bullyngs descarados com os grupos. A ação na dinâmica provoca inclusive as emoções das crianças que se sentem inferiorizadas ou privilegiadas pelo clima discriminatório.
                Com frases e conclusões de grande validade pedagógica o documentário vai aos poucos ilustrando grandes ideias que podemos validá-las no processo educacional. Certamente o fundamentalismo radical ocorrido na proposta do documentário não poderia ser reproduzido em qualquer situação escolar, porém é muito importante fazer uma apreciação crítica partindo do comportamento dos alunos e do favorável desencadear que a história toma no curta-metragem.  
                É interessante observar também a influência que nós professores exercemos em sala de aula. Dentro desse discurso também é fácil lembrar-se do celebre filme de A Onda, (título original: Die Welle) é um filme alemão de 2008 dirigido por Dennis Gansel retratando um professor que em nome de um alvitre aliena seus estudantes. O papel do professor como agente promotor de caminhos de reflexão quanto a informações possível para o conhecimento deverá ser feito desvinculado de ideologias e apegado na imparcialidade de apontar e provocar possibilidades de leituras críticas que brotam da autonomia do educando.

Fica aqui a minha indicativa para assistirem e levarem a reflexão para mais salas de aulas. Temos uma necessidade de formar uma sociedade tolerante e harmônica e essa esperança não tem um berço mais seguro do que nossos ambientes de estudos. Afinal o que se trata nas escolas, colégios e universidades é ciência, e a ciência é estéril e inodora se não frutificar no solo social. Vamos levantar as bandeiras da tolerância e do respeito mútuo na escola que ultrapassa chegando até nossas empresas, famílias e o social como um todo. Se por acaso desejamos um mundo mais justo então vamos fazê-lo assim como temos sonhamos. 

Segue Link do documentário no Youtube:

Comentários

  1. o pior é q atualmente criticam tanto os movimentos sociais que tentam diminuir a discriminação falando de um certo vitimismo por parte daqueles q sofrem essa agressão. falta empatia, se colocar no lugar daqueles q sofrem preconceitos, seja ele qual for. a iniciativa dessa professora deveria ser seguida e, como apontado, o professor como grande instrutor pra formação de pensadores.

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